Palavra amiga
Sentando Na Lama Com Um Amigo
"E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti
mesmo" (Mateus 22:39).
Um fazendeiro estava arando seu campo numa manhã de primavera. As
nascentes acabavam de descongelar e haviam muitos vales alagados no
campo. Em determinado lugar, bastante enlameado, o seu trator ficou
atolado. Quando mais ele tentava sair do atoleiro, mas preso a ele o
trator ficava. Vendo que não conseguiria retirá-lo, foi até o vizinho
pedir ajuda. O vizinho o acompanhou para ver o que podia ser feito. Ao
chegar ao local, sacudiu a cabeça
dizendo: "A situação é difícil, mas vou fazer todo o possível para
puxar o seu trator. Mas, se não conseguir tirá-lo, eu virei e sentarei
na lama com você!"
O Senhor Jesus nos ensinou a "amar ao próximo como a nós mesmos." Temos
procurado seguir o Seu ensinamento? Nosso testemunho cristão tem sido
exercitado nas ocasiões em que Deus nos mostra uma pessoa necessitada?
Estamos atentos àqueles que nos rodeiam? Ou a preocupação com
nossos interesses pessoais não permitem que pratiquemos o amor do Senhor
no relacionamento com outras pessoas?
Quantos irmãos estão hoje afastados da igreja em que congregamos?
Quantos amigos de nossa escola ou faculdade não
têm mais comparecido às aulas? Quantas pessoas que costumávamos
encontrar na rua em que moramos ou no
supermercado ou em qualquer outro lugar comum estão desaparecidos?
Temos procurado saber o motivo? Temos nos importado com eles ou mesmo
procurado visitá-los para saber se necessitam de uma mão estendida ou um
ombro onde encostar a cabeça?
Embora não sejamos todos fazendeiros, de vez em quando nos vemos "presos
na lama." É possível que nos lembremos, agora mesmo, de um amigo que esteja
nesta situação e precisando muito de ajuda. Será que já tentamos "sentar
na lama" com ele? Talvez seja a melhor coisa que possamos fazer!
Riquezas Que Não Evaporam
"Na verdade, todo homem anda qual uma sombra; na verdade, em vão se
inquieta, amontoa riquezas, e não sabe quem as levará" (Salmos 39:6).
Muitas vezes nós ansiamos por riquezas, fama e poder. Todas estas coisas
nos atraem com promessas de grande felicidade.
Mas quando fazemos delas a meta de nossa existência, a vida passa a ter uma
visão muito limitada. O Secretário de Estado, James A. Baker, falou sobre
isso em sua mensagem no Café de Oração Nacional em um de fevereiro de 1990.
Ele contou sobre a natureza passageira do poder político ou econômico que
veio à sua mente em uma manhã quando estava passando em uma Avenida na
Pensilvânia. Ele viu um antigo Chefe do Estado Maior caminhando sozinho,
"sem repórteres, sem seguranças, sem veneração pública, sem condecoração ou
aparência de poder apenas um homem solitário com seus pensamentos." Seu
poder e fama evaporaram!
De que adianta estabelecermos metas e prioridades se estas são passageiras e
não podem garantir a nossa felicidade para sempre? A nossa corrida será
cansativa e equivocada porque a vitória almejada não será definitiva. E nada
pode ser mais frustrante para nós do que verificar que a conquista obtida
com determinação e perseverança não trouxe a felicidade tão ardentemente
sonhada.
Dinheiro, poder e reconhecimento têm valor quando são conquistados sob a
direção de Deus. Quando nos colocamos diante do Senhor com o objetivo de
fazer a Sua vontade e todas essas coisas são acrescentadas, então terão
grande importância porque serão utilizadas para a glória do nome de Jesus
Cristo.
As bênçãos que Ele nos concede, sejam poucas ou muitas, sejam de grande ou
pequeno valor, duram para sempre porque nos são ofertadas para que, como
filhos de Deus, sejamos canais de bênção para todos que estão ao nosso
redor.
Busquem de Deus as riquezas que não evaporam. O que Ele lhe der, durará para
sempre!